Capítulo 13
Bárbara desceu sorridente para tomar o café da manhã. Simone já estava lá. Beijou a mãe sentando e pegando o jornal. Olhou para a genitora, perguntando tranquila.
-- Correu tudo bem ontem, não é?
-- Sim, graças a Luiza.
-- Claro! -- riu afastando o jornal.
-- Qual o problema, Bárbara? -- Simone perguntou, fitando-a seriamente.
-- Problema?
-- Entre você e Luiza!
-- Nada, que eu saiba.
-- Nada? Tem certeza?
-- Mamãe...
-- Bárbara?
-- Tivemos problemas de adaptação, é só isso.
-- Você a ofende e magoa e nem sei se poderão ser amigas -- comentou enchendo sua xícara -- Se é que entende o que estou dizendo. Você tramou aquela visita da mãe dela aqui para ir ver Luiza sozinha na casa dela.
-- Eu...
-- Não podia ir visitá-la com a mãe dela em casa? O que pretendia fazer lá? Não te basta vigiá-la aqui nas nossas terras?
Bárbara afastou a xícara balançando a cabeça.
-- Você não entenderia...
-- O que eu não entenderia? Pensa que não sei por que nunca se casou?
-- Mãe...
-- O seu erro foi pensar que Luiza é como uma dessas mulheres da cidade grande que se encantam com a sua fortuna e vão logo fazendo todas as suas vontades. Luiza jamais será controlada! Sei que ela não é indiferente a você, do contrário já teria ido embora daqui. Alguma coisa a prende aqui. Talvez você possa descobrir o que é. Não quero perdê-la porque sinto paz sabendo que ela cuida de tudo. Ela não é um passatempo que você pode usar enquanto viver aqui. Cuidado!
Simone deixou a mesa e Bárbara não conseguiu nem abrir a boca.
Só viu Luiza na hora do almoço. Estava reunida com os peões dando algumas ordens que não pode ouvir. Depois, a capataz foi até a casa conversar com sua mãe. Cinco minutos depois saiu, montou em seu cavalo e seguiu para o trabalho com os homens.
Só à noite, quando sentou para jantar com a mãe, soube o que Luiza tinha ido falar com ela.
-- Luiza veio me falar sobre o churrasco que é feito todos os anos, no final da colheita. Pediu-me para avisar você e saber se concorda. Achei-a cansada e abatida. Tenho notado que ela trabalha além da conta. Ainda faz o trabalho todo da casa dela quando sai daqui. Vera me pediu discretamente que encontrasse uma maneira de mudar isto. Entendo-a como mãe e sei por que se preocupa. Ela quase não dorme a noite e tem bebido demais, coisa que não fazia antes. Você virou a cabeça dessa moça e sabe bem disto!
Bárbara sustentou o olhar da mãe muito segura.
-- Se virei a cabeça dela, ela também virou a minha!
-- Certo. Muito bem, e o que vão fazer?
-- Como assim?
-- Vocês não podem viver assim. Se sentem alguma coisa, resolvam e se entendam.
-- Não conseguimos nem ter uma conversa descente até hoje.
-- Vou te dizer uma coisa, deixe esse ar de patroa, de dona de tudo e se iguale a ela. Abra seu coração e se entregue se realmente gosta dela.
-- Pensa que é simples assim? Luiza não me dá nenhuma chance mãe, ela me atropela e vai embora.
-- Pelo menos pense numa solução para isso. A garota não é sua escrava, não a trate como tal.
Bárbara ergueu-se, saindo da sala. Pegou seu carro indo para o Rancho. Sabia que ela estava lá. Pode sentir enquanto entrava. Ela estava bebendo no balcão. Aproximou falando baixo em seu ouvido.
-- Preciso lhe falar. Onde podemos conversar?
Luiza a fitou pensativa. Deu um sorriso perguntando baixo.
-- Está de carro?
-- Estou.
-- Eu te encontro em um minuto.
Bárbara ficou olhando encantada quando ela deixou o bar caminhando até seu carro. Abriu a porta sentando ao seu lado. O som estava ligado tocando uma música suave baixo.
-- Precisava te ver -- Bárbara confessou se inclinando até ela.
-- Para quê? -- perguntou olhando-a fixamente.
-- Quero que me leve para Santo Largo agora! Quero te amar, preciso demais te amar e quero que você me ame...
-- Ora, Bárbara...
-- Por que não?
-- Posso levá-la amanhã na hora que quiser...
-- Temos que ir agora -- falou descendo a mão até a perna dela ansiosa -- Olha, não vamos brigar, até juro se você quiser! Sinto-me cansada e sei que também está. Podemos passar a noite lá e voltar amanhã. Vai ser bom. Precisamos de mais tempo para nos conhecer, não acha?
-- Já te conheço muito bem. Irei com você porque quero te comer muito. Se for o que quer, vou te dar direitinho -- respondeu abrindo a porta do carro e saindo -- Eu dirijo, conheço alguns atalhos. Vou ligar para minha mãe e ela vai avisar a sua. Aguarde só um instante, por favor.
Cinco minutos depois, ela voltou sentando ao volante. Bárbara teve a sensação que o carro voava pelas estradas de terra por onde ela cortava caminho. Elas não conversaram em momento algum. Bárbara se deu conta que ela precisava se concentrar na direção, pois as estradas não tinham iluminação. Mesmo assim era impressionante como ela sabia exatamente por onde passava. Luiza era uma surpresa constante para Bárbara. Nunca conheceu uma mulher tão decidida, resolvida e competente.
Quando chegaram à fazenda, entraram e Alda veio correndo recebê-las.
-- Que bom que vocês vieram. Vou preparar um jantar delicioso...
-- Não Alda, deixe algo leve no forno. Pode se recolher depois, temos muito que conversar e não podemos perder tempo.
A mulher correu para a cozinha. Bárbara sorriu percebendo o olhar carregado de desejo de Luiza percorrendo seu corpo.
-- Conhece bem a casa, não é? -- Luiza perguntou ansiosa.
-- Venha! -- chamou passando por ela e indo direto para o quarto principal.
Luiza a seguiu com o coração explodindo no peito. Quando entrou, Bárbara estava sentando na beirada da cama. Fitou-a falando carinhosa.
-- Não vou negar o quanto te desejo. Quando te vejo, fico logo louca. É algo que foge ao meu controle e não entendo. Quando me olha desse jeito, sou capaz de dar tudo que você quiser.
Luiza se aproximou dela, sentando ao seu lado. Suavemente buscou a boca dela num beijo longo e excitante. Empurrou-a para a cama deitando sobre ela. Suas mãos arrancavam suas roupas, enquanto Bárbara fazia o mesmo. Seus corpos roçavam excitados, loucos pelo prazer. As mãos de Luiza se perderam nos seios, passaram pelas pernas até chegar às nádegas. Precisava tocá-la e senti-la, precisava gozar, mas não podia ser tão afobada. Esperar tanto por ela a deixava naquele estado praticamente sem controle. Iriam fazer amor pela primeira vez numa cama. Teria a noite toda com ela e era o que lhe importava.
Bárbara agarrava-se a ela desesperada. Nunca antes sentira nada igual com outra mulher na cama. O que sentia por Luiza era fogo, desejo, atração, uma loucura que a consumia viva. Procurou a boca dela enlouquecida de amor. Forçou o corpo contra o dela, cheia de segundas intenções. Luiza prendeu-a a si, girando o corpo e prendendo-a sobre o seu. Começaram a se mover na dança excitante do prazer. Bárbara acariciava o corpo dela encantada, era um sonho terem se entendido e estarem ali se amando.
Luiza entrou nela gemendo ao encontrá-la tão molhada. Mordiscou seus lábios suavemente. Bárbara também a buscou sem aguentar mais. Seus corpos enlouqueceram em busca do prazer. Os gemidos de ambas as excitavam mais a cada instante. Gozaram naquele momento, relaxando seus corpos. Os corações de ambas batiam descompassados.
Luiza ergueu a cabeça começando a beijar a nuca dela. Apertou-a, roçando seu corpo, excitada. Bárbara reacendeu como uma brasa. Suas bocas perderam-se em beijos longos e apaixonados. Seus corpos suavam e estremeciam de tanto prazer que sentiam. Buscaram-se mais uma vez e novamente gozaram agarradas.
Bárbara rolou na cama rindo encantada. Luiza abraçou-a pelas costas, sussurrando em seu ouvido.
-- Ainda me deseja?
-- Sim, desejo o tempo todo... -- um gemido escapou de sua garganta ao senti-la descendo rápido e mergulhando a língua em seu sexo. Rebolou completamente soltando o sexo na boca dela.
Luiza só parou quando a sentiu dobrando o corpo e fechando as pernas em seu rosto. Subiu rapidamente, envolvendo-a com seu corpo. Procurou seus olhos pedindo afoita.
-- Não se canse ainda.
-- Não estou cansada -- sorriu acariciando os cabelos rebeldes dela -- Você é demais Luiza...
-- Vem cá -- Luiza pediu abrindo as pernas dela e descendo novamente para o meio delas.
Entrou afoita no sexo, chupando-a numa fome que fez Bárbara permitir tudo que ela queria. Deixou-a possuí-la abrindo-se cada vez mais pra ela. Depois que gozou novamente, Luiza virou rápida oferecendo o sexo pra ela. Bárbara mergulhou nela com prazer, quase a levando a loucura com a língua quente e experiente.
Quando Luiza gozou, voltaram-se a se abraçar. Elas ficaram quietas assim, até Bárbara perguntar baixinho no ouvido dela.
-- Você nunca se esqueceu de mim não é? Você me esperou estes anos todos não é verdade?
-- Sim. Esperei cada dia da minha vida.
-- Eu nunca estive com um homem, mas estive com algumas mulheres.
-- Não quero saber disso, por favor.
-- Sou a primeira mulher que você tem, Luiza. Sinto-me tão honrada com isso.
-- Que bom.
-- Você é sempre assim, de poucas palavras? -- perguntou olhando-a apaixonada.
-- Prefiro fazer outras coisas -- respondeu procurando a boca dela e beijando-a com loucura. Não parou mais e Bárbara não conseguiu mais falar...